Mostrar mensagens com a etiqueta Corpo Nacional de Escutas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Corpo Nacional de Escutas. Mostrar todas as mensagens

07/12/09

Eleições à Junta Regional do Porto - A Saga Continua...


Pois é caros amigos,

Parece que a triste saga na sucessão da estrutura regional do Porto do Corpo Nacional de Escutas continua, desta vez através da interferência directa da Junta Central no processo, que até ao momento se encontrava em neutralidade institucional.

No documento publicado, a Junta Central afirma que "o processo eleitoral para os órgãos regionais do Porto não pode ser considerado como um "bom exemplo"."

Vai ainda mais longe, fundamentando que "a declaração de nulidade de uma mesa de voto tem cobertura regulamentar e deve ser declarada em primeira instância pela Comissão Eleitoral Regional (CER)" e que "ao declarar nulo o acto eleitoral da mesa de voto número dois do Núcleo Norte, a CER tinha obrigação de mandar repetir o acto eleitoral (alínea b), do número 2, do artigo 35º do Regulamento Eleitoral do Corpo Nacional de Escutas, aprovado pelo CNR de 24 e 25 de Novembro de 2001 e publicado na Flor de Lis de Fevereiro de 2002."

Posto isto, faço um severo apelo à discussão do problema, no seio da associação e em sede própria, por parte dos associados do Corpo Nacional de Escutas filiados em Agrupamentos da Região do Porto.

Faço também um apelo para que ambas as partes envolvidas se façam representar e tentar chegar a um consenso sobre acções futuras.

É urgente ouvir os dois lados do conflito e tentar encontrar uma solução consensual, sob pena deste assunto se arrastar ainda mais, prejudicando irreversívelmente o normal funcionamento da instituição.

Todos os comentários, de ambos os lados da "barricada", serão bem vindos, pois como já referi em publicações anteriores, estou convicto que todos os problemas que se vivem na nossa Região têm por base o clima de desunião e rivalidade pouco saudável entre os recursos adultos da mesma.

A melhor forma para se combater a desunião é o diálogo, sério e coerente.

Forte Canhota,

Texugo Resingão

P.S - Poderão consultar o comunicado da Junta Central na íntegra em:

http://www.cne-escutismo.pt/In%C3%ADcio/DestaquesdoSite/tabid/1127/articleType/ArticleView/articleId/177/Comunicado-da-Junta-Central.aspx

03/12/09

Tempos Nublosos...

Certamente já todos vós ouviram falar da polémica que, desde à alguns meses para cá, se desenrola na Região Escutista do Porto em torno da sucessão na Chefia Regional da equipa liderada pelo Ch. Carlos Nobre, que se encontra em gestão corrente desde à alguns meses devido a dúvidas apresentadas por alguns associados relativamente à clareza e respectiva legalidade do processo de eleição dos orgãos regionais que teve lugar à alguns meses, à qual se apresentou como candidata uma lista encabeçada pelo Ch. António Calçada.

Toda esta situação me deixa de certa forma perturbado, na medida em que um movimento como o Corpo Nacional de Escutas possui um conjunto de valores éticos muito fortes, e, diria eu, exemplares, se encontra numa situação de impasse como esta.

Não querendo aqui discutir quem terá razão em toda esta polémica, quero deixar um alerta para as terríveis consequências que uma situação como esta trás para o movimento e para os seus associados.

O clima de instabilidade Regional reflecte-se nos Núcleos e Agrupamentos, e isso não é nada positivo para a aplicação do método escutista, muito menos para a imagem que a instituição tem perante a sociedade.

A Região Escutista do Porto não tem, desde 2005, uma grande actividade regional.

É de senso comum que estas actividades servem não só para incentivar o espírito escutista dos nossos jovens, e dar-lhes uma ideia da dimensão do movimento e da região, como também para promover a partilha, conhecimento e troca de experiências entre recursos adultos da Região, reduzindo assim a possibilidade de ocorrência de mal-entendidos (os quais sabe-se que estão em maior parte das vezes relacionados com falta de comunicação e diálogo ou ideias pré-concebidas).

É urgente estabelecer uma periodicidade na organização do Acampamento Regional do Porto, sob pena que a ausência da mesma venha dar uma ideia de desorganização na vida da Região, bem como uma natural desmotivação dos associados jovens e adultos. (apesar disto estou consciente da inviabilidade que teria a realização do mesmo em 2009, em consequência da situação de instabilidade que se vive na Região, daí a urgência de se aniquilar essa mesma instabilidade).

Voltando ao assunto base, todo a forma como o processo se desenrolou foi verdadeiramente vergonhoso, e não querendo aqui discutir quem terá razão (até porque na minha opinião, todas as partes envolvidas estão erradas), dever-se-ia ter procedido de outra forma.

A atitude correcta seria, a meu ver, ao primeiro sinal de dúvida sobre a legalidade do processo eleitoral, a desistência imediata com posterior recandidatura da lista única. Esta situação levava à repetição do processo eleitoral, bem como uma maior informação e envolvimento da Região em todo o processo eleitoral, bem como a quase certa (e saudável) candidatura de mais listas.

É no mínimo estranho como é que numa Região Escutista tão pouco consensual como a Região Escutista do Porto, só se tenha apresentado uma lista única à Junta Regional. É uma total incoerência tanto daqueles que criticam a equipa regional ainda em funções, bem como aqueles que a defendem e pretendem um projecto assente na continuidade.

O arrastamento vergonhoso do resultado eleitoral, bem como a "guerra" SIM/NÃO que ainda hoje se verifica, leva a pensar se é esta associação que pretendemos e acredito que já terá levado alguns a deixa-lo, quer para outras associações, quer mesmo para fora do movimento.

O facto de se ter envolvido directamente o Conselho Fiscal e Jurisdicional Nacional do CNE num assunto Regional, faz passar uma péssima imagem de espírito de fraternidade escutista às restantes Regiões do CNE.

Todos sabemos que os mais prejudicados por esta situação são os associados jovens, que se vêm privados do direito a grandes actividades regionais e um espírito saudável e de união.

Faço assim um apelo para que todas as partes se "sentem à mesa", e tentem encontrar uma solução para o grande mal da Região do Porto e que nos envergonha perante todas as outras:

- A ENORME FALTA DE UNIÃO E FRATERNIDADE NA NOSSA REGIÃO.

Na esperança que as partes envolvidas cheguem a um entendimento e ultrapassem as dificuldades, para uma Região mais Unida, despeço-me com

Uma Forte Canhota,

Texugo Rezingão